A história da nova geração do Porsche
O conjunto é capaz de levar a versão mais “simples” do zero aos 100 km/h em 5 segundos, apenas 0,2 segundo mais lento que o cupê. O câmbio PDK consegue baixar esse tempo para 4,8 segundos. O Carrera S cumpre essa prova em 4,7 segundos com transmissão manual, enquanto o automatizado faz em 4,5 segundos. A velocidade máxima chega a 286 km/h no Carrera e 301 km/h no Carrera S.
Mas a grande novidade no Cabriolet é a capota de lona. O tecido cobre uma complexa armação de magnésio, alumínio e aço, projetada para ser bem leve e dar ao conversível o mesmo perfil do cupê. Com isso, os coeficientes de aerodinâmica são pouco alterados e os números de desempenho seguem próximos ao do modelo original.
O vidro traseiro é instalado diretamente na camada mais externa da lona, o que, segundo a Porsche, garante melhor isolamento acústico e rigidez torcional 18% superior em relação ao antigo conversível. O teto pode ser aberto ou fechado em apenas 13 segundos e a velocidades de até 50 km/h. O carro é ainda 60 kg mais leve.
O interior é igual ao do cupê, com o console central elevado, inspirado no super sedã Panamera. Está lá toda a parafernália eletrônica de conforto e segurança esperados para um esportivo da classe do 911. O painel de instrumentos com cinco mostradores e o conta-giros ao centro mantém o espírito esportivo do carro.
Mas ganhou apelo tecnológico com uma das abas trazendo uma tela colorida que exibe informações do computador de bordo ou do sistema de navegação. Apesar de ser um “puro sangue”, o 911 ainda brinda os ocupantes com acabamento dos melhores e muito conforto para continuar sendo um dos esportivos mais fáceis de serem usados no dia a dia. Na Europa, ele custa 100.500 euros, cerca de R$ 240 mil, ou um terço do que deverá custar quando chegar ao Brasil. O que deve acontecer ainda este ano.
Primeiras impressões - Controle absoluto
Tenerife/Espanha – Ao volante, tudo o que se possa pensar sobre dirigir um Porsche conversível soa como clichê. Além do prazer de dirigir a céu aberto, o som do seis cilindros boxer de 3.4 litros e 350 cv encarrega-se de estampar no rosto do motorista um sorriso que cresce de acordo com a velocidade que o 911 Cabriolet ataca as primeiras curvas da estrada.
Apesar da perda de rigidez causada pela falta do teto, o novo modelo ainda é muito estável e a direção direta permite total controle da situação, ajudado pela precisão do câmbio manual de sete marchas. O interior semelhante ao do Panamera dá ao 911 Cabriolet um ar luxuoso e propriamente alemão.
O acabamento beira a perfeição, com todos os encaixes milimetricamente precisos e a sensação de que tudo foi feito para durar anos. A carroceria não apresenta torções visíveis e muito menos ruídos comuns em conversíveis de estirpes menos abastadas.
O teto de tecido consegue filtrar bem os ruídos externos e, quando aberto, oferece um defletor de ar retrátil que ajuda muito a vida a bordo com a capota aberta, ao reduzir a turbulência do vento na cabine. Ainda que para isso sacrifique de vez os já apertados bancos traseiros.
Na pista, é preciso provocar o 911 para ele mostrar seus reais limites. Mesmo com tração traseira, o Carrera tem uma leve tendência de subesterço que nem sempre os 350 cv jogados nas rodas de trás conseguem neutralizar. Ainda assim, o carro se mantém sob o comando do motorista na maior parte das situações e se mostra muito previsível e controlado.
Os freios merecem elogios, tanto pela ausência de fadiga quanto pelas respostas sempre precisas do pedal.
Ficha Técnica - Porsche 911 Carrera Cabriolet
Motor: A gasolina, traseiro, transversal, 3.436 cm³, turbo, seis cilindros boxer, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual com sete marchas à frente e uma a ré. Tração traseira. Oferece controle de tração.
Potência máxima: 350 cv a 7.400 rpm.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 5,0 segundos.
Velocidade máxima: 286 km/h.
Torque máximo: 39,7 kgfm a 5.600 rpm.
Diâmetro e curso: 90,1 mm X 84,0 mm. Taxa de compressão: 12,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com amortecedores estruturais. Traseira do tipo independente multi-link com braços em alumínio. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 235/54 R19 na frente e 285/35 R19 atrás.
Freios: Discos ventilados nas quatro rodas. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas.
carroceria: Cupê em monobloco, com duas portas e quatro lugares. Com 4,49 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,30 m de altura e 2,45 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais e do tipo cortina.
Peso: 1.450 kg.
Capacidade do porta-malas: 135 litros.
Tanque de combustível: 64 litros.
Produção: Stuttgart, Alemanha.
Lançamento mundial: 2012.
Itens de série: Ar-condicionado automático, direção elétrica, trio elétrico, computador de bordo, volante multifuncional, partida por botão, rádio/CD/MP3/USb/iPod/Bluetooth, bancos dianteiros com ajuste de altura, airbags frontais, laterais e de cabeça, controle de estabilidade e de tração, ABS com EBD, assistência de frenagem de emergência e sensor de chuva com acionamento de farol baixo.
Preço na Europa: 100.532 mil euros ou cerca de R$ 240 mil.
Preço estimado no Brasil: R$ 950 mil.





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